RETRATO
Um retrato é uma pintura, fotografia ou outra representação artística de uma pessoa. O mais famoso exemplo de um retrato é a La Gioconda (Monalisa) de Leonardo da Vinci.
Os fotógrafos aprenderam com os artistas plásticos, a famosa regra dos terços, assim como os cineastas e a televisão.
No retrato clássico, a regra dos terços diz que os olhos da pessoa fotografada devem estar a altura de um terço superior, assim como a linha do horizonte na paisagem. A pessoa não deve ficar de frente e no centro, como se faz quando se tira uma foto para documento. A pessoa deve estar com perfil parcial, costas próxima a uma das margens e frente voltada levemente para o lado maior da foto, tendo os olhos direcionados à objetiva da câmera. Olhos baixos significam depressão e tristeza, olhos altos, indicam altivez e contemplação.

AUTO-RETRATO

Auto-retrato, muitas vezes é definido em História da Arte, como um retrato (imagem, representação), que o artista faz de si mesmo, independente do suporte escolhido. Reconhece-se, em geral, que a partir da renascença italiana, a produção destes, conscientemente, pelo artista, passou a ser cada vez mais freqüente, chegando à obsessão de um Rembranct – que pintou quase uma centena - ou de uma Vigée-Lebrun.. Um dado interessante sobre está pintora é que: o primeiro caso aceitável de retrato com a figura com um sorriso de boca aberta entre a camada social mais culta, ocorreu num auto-retrato feito pela pintora francesa, Madame Vigée-LeBrun com sua filha.

Críticos contemporâneos até a condenaram pela ousadia, salientando que “uma afetação que todos os amantes da arte e pessoas de bom gosto foram unânimes em considerar... É que Madame Vigée-LeBrun mostra os dentes ao sorrir. Esse exibicionismo está fora de propósito, no caso de uma mãe”. Nas épocas que precederam o final do século XVIII, as pessoas que exibissem um sorriso de boca aberta eram consideradas grosseiras ou doentes mentais - daí, por exemplo, o famoso sorriso de lábios fechados da Mona Lisa.
Mais recentemente, no século XX, dificilmente encontra-se artista, renomado ou não, que não tenha procurado produzir o seu. Seja ou não este produto, reconhecido no campo artístico como inserido nesta categoria.
É comum encontrar-se em textos referentes à auto-retratística, a afirmação de que a produção de auto-retratos é presente na antiguidade clássica. Cita-se constantemente o escultor Fídias, do século V a.C., o qual teria deixado no Parteon, em Atenas, sua imagem esculpida; antes, no Antigo Império Egipcio, um certo Ni-ankn-Phtah, teria deixado sua fisionomia gravada em monumento; ou ainda, considera-se eventualmente, que em culturas pré-literárias já havia quem os produzisse. O mesmo é dito a propósito do período medieval, época na qual procuram-se auto-retratos (e alguns afirmam encontrar) em manuscritos destinados aos mais variados propósitos: em iluminuras religiosas, principalmente.

Os estudos exclusivamente versando sobre auto-retratos e a atenção a eles dispensados, entretanto, só têm início no século XX: década de 20, especificamente. Trabalhos mais rigorosos e aprofundados só aparecerão na década de 50, mas, neste período, as peculiaridades do fazer artístico e o pensamento sobre ele esfacelam as noções do que seria um auto-retrato e o seu enquadramento como gênero artístico advindas dos séculos anteriores. Como entender e classificar um "auto-retrato" de Mattia Moreni ou de Keith Haring?

::RETRATO E AUTO-RETRATO
 
 

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